Pequeno dicionário de expressões idiomáticas lusas

Por     Sem Comentários    Publicado em: Curiosidades, Português




“Entrar no rabo da bicha para comprar um cacete” e “tomar a pica no cu” são algumas das frases mais utilizadas para ilustrar os perigos de atravessar o Atlântico sem uma preparação prévia.

Faz favor. Não importa o quanto eles digam que essa é uma expressão educada, cortês, atenciosa e delicada, assim como o nosso por favor. SEMPRE soa como algo ríspido, grosseiro e mal-educado.

O Ilo estais bem? Sabe quando a criança tá começando a entender o que os adultos falam e os pais então a tratam como se ele fosse um estranho, “o Antônio quer ir no banheiro, quer?”, “A Mariazinha tá com fome, tá?”.

– Pois os portugueses cultivam a mesma mania, mas a aplicam para marmanjos de todas as idades. Eu sei que eles consideram você e tu pronomes de muita intimidade, mas sinto-me como um menino de cinco anos de idade quando a Ana Bela, segurança do alojamento, diz “O Ilo dormiu bem essa noite?”

Estou, quem fala? Estou, ou simplesmente tô sim, é uma daquelas expressões que não fazem o menor sentido. Enquanto falamos alô, oi, sim e similares, em Portugal eles atendem o telemóvel dizendo “estou”. Ouxe, então se ele não tivesse iria dizer “tô não”?

Fogo. Interjeição de admiração com algum fato inesperado.

– Exemplo: Rubens Barrichello venceu a última prova de Fórmila 1. Foooooooooooooooooogo!!!

Fixe. Fixe (ler-se como peixe em inglês) é tudo e qualquer coisa legal, massa, supimpa, bacana mesmo.

– Exemplo: o HR
Idiomas é muito fixe.

Giro. Giro é uma palavra-conceito que serve para mil e uma aplicações. Giro é tudo o que o fixe sonhou ser um dia. Serve para dizer que uma pessoa é bonita, interessante, elegante, educada, ou seja, todos os adjetivos agradáveis em uma só palavra.

Porreira. Teoricamente, porreira seria como giro, mas os portugueses a usam mais para descrever locais e situações.

– Exemplo: a festa foi porreira demais. Eles não a usam para pessoas, não dá para imaginar um cara dizendo: “Eu te amo muito, você é muito porreira”.

Pois e pá. Pois e pá equivalem, no Ceará, ao macho/mah. Ou seja, são interjeições que iniciam e terminam toda e qualquer frase.

– Exemplo: pois, realmente a Maria João muito giro, pá!


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